deambulações sociológicas acerca do futebol

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Colabore para a Secção Temática de Sociologia do Desporto

Processo de constituição da Secção Temática de Sociologia do Desporto:
De acordo com o calendário definido pela direcção da APS:


Entre 2 e 10 de Julho - Inscrição dos sócios interessados em integrar a Secção de Sociologia do Desporto, através do email a enviar para desporto@aps.pt (esta inscrição serve para a criação dos cadernos eleitorais);

Entre 13 a 20 Julho - apresentação de listas candidatas à coordenação da secção e respectivo programa (no máximo 3 elementos);

A partir de 20 de Julho - divulgação aos sócios das listas candidatas e respectivos programas;
Entre 29 e 31 de Julho - eleições;

As eleições poderão ser por voto electrónico e presencialmente:

Entre 22 e 27 de Julho - Voto electrónico - através de email para
eleicoes_desporto@aps.pt , indicando o nome e número de sócio(a) para solicitar que sejam enviados os dados de acesso ao voto electrónico; a votação será depois efectuada na primeira página do vortal da APS, utilizando-se para o efeito os dados de acesso recebidos;

31 de Julho, entre as 10H00 e as 17H00 - Presencialmente - estará em funcionamento uma urna na sede da APS

Mais informações: http://www.aps.pt/

COLABORE!


segunda-feira, 29 de junho de 2009

A violência chegou à formação...

Foi lamentável o que aconteceu este fim de semana em Alcochete: um jogo entre as equipas de juniores do Sporting e do Benfica foi interrompido devido à violência dos adeptos dos dois clubes.
Digo dos dois clubes, pois quando falamos em violência no desporto não podemos "pedir responsabilidades" a só uma das partes. A violência é socialmente construída e fruto de uma interacção social..., não é?

O que mais surpreende (e preocupa) são algumas das justificações para a violência, dada pelos dirigentes: as condições do espaço onde o jogo se estava a realizar! Francamente! Então será que agora por um campo de futebol não ter condições (e aqui há que ter em conta os critérios que limitam o ter e não ter condições), parte-se para a violência? Será que pretendem que a escolha dos campos passe a ser baseada no nível de violência que esse jogo vai proporcionar?

Parece-me uma visão demasiado redutora, para o problema da violência no desporto. Parece que se toma a violência como um dado adquirido, como algo imutável e inerente ao futebol. Não, não é. E há muita coisa que se pode fazer para alterar estas perspectivas facilitistas de quem dirige e organiza o futebol. Porque não criar departamentos nos clubes, que funcionem como mediadores na relação com os adeptos e as claques organizadas?

Foi um dia triste para o futebol de formação e para aqueles jogadores, que disputavam um jogo decisivo e que, possivelmente para muitos, seria o último enquanto jogadores de um grande clube.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Fora de campo


No Diário de Notícias do passado dia 2 de Maio, foi publicada uma reportagem sobre o desemprego no futebol, da jornalista Sílvia Freches. Como tal, não podia deixar de a comentar na bola de sonhos...

Várias histórias foram contadas neste trabalho... todas elas com capítulos semelhantes e com finais ainda sem fim. Ficou bem claro que a profissão de jogador de futebol não é uma profissão que garante futuros risonhos e desafogados (será que alguma vez garantiu?), destruindo o mito de que a maior parte dos jogadores vivem bem.

Percebe-se, claramente, que os jogadores não estão preparados para estas situações e que existem diversas lacunas no seu processo formativo. Estes novos desempregados não sabem como (re)agir a esta nova situação, pois foram formados para saber lidar com o sucesso e o insucesso desportivo (em termos de vitórias e derrotas da equipa que representam) e não o pessoal. O desemprego neste deporto aparece quase como um assunto tabu. Isto é, pode até ser abordada a possibilidade de não se tornarem profissionais, mas não a de se tornarem desempregados enquanto jogadores de futebol. Daí que muitos jogadores em situação de desemprego não assumam essa condição, bem como demonstram desconhecer os procedimentos para usufruir do subsídio de desemprego.

E porquê? Porque grande parte dos clubes que formam jovens jogadores tem ainda a única e objectiva preocupação de formar apenas atletas de futebol, negligênciando a formação de cidadãos, com competências ao nível social, pessoal e profissional que lhes permitam no futuro fazer face, de forma mais equilibrada, às situações de crise, como as descritas nesta reportagem.

Sem saber muito bem o que fazer, alguns optam por ir concluir os estudos (que também ficaram negligênciados durante a formação desportiva), através do Programa Novas Oportunidades, enquanto aguardam pela colocação num novo clube; outros arriscam emigrar...

O que me parece (mais uma vez) é que ainda há muito a fazer na formação de jovens atletas de futebol, por forma a minimizar estas consequências e a prever outros futuros profissionais. O trabalhos nas bases é essencial e, de facto é de pequenino, se torce o pepino!

terça-feira, 14 de abril de 2009

Adiar, adiar, adiar... para quando o trabalho no terreno?

Desporto - Proposta contra violência no desporto: Parlamento adia votação

A Comissão Parlamentar de Educação e Ciência adiou para 14 de Abril a votação da proposta legislativa contra a violência no Desporto.O adiamento foi pedido pelo deputado Ribeiro Cristóvão por não terem sido "recebidas em cima da hora várias propostas de alteração".Denominada de "Medidas preventivas e sancionatórias” a proposta de lei prevê um agravamento das sanções e penas aplicadas aos infractores, medidas de prevenção em casos de violência, racismo e xenofobia nos recintos desportivos e controlo dos grupos organizados de adeptos.
Fonte: Infordesporto 08/04/2009

"Temos Talentos 2009"

O reconhecimento mediatico dos atletas é fundamental para o desenvolvimento de qualquer actividade desportiva. Sempre em conta e medida, a acção dos meios de comunicação social influi bastante na transformação das competições desportivas em espectáculos, de forma a serem apreciadas no tempo de lazer do espectador, como também de servirem de incentivo, especialmente para os mais novos, para a prática desportiva.
O caso da Vanessa Fernandes é um bom exemplo disso. O envolvimento mediático a volta das suas proezas contribuiu para a divulgação do triatlo em Portugal e para o aumento da sua procura por parte dos jovens, como se verificou na iniciativa "Temos talentos 2009", da Federação Portuguesa de Triatlo (http://www.cdp.pt/comunicacao-marketing/noticias-desporto/260-FTriatloP/7953-talentos-chamados-para-estagio-.html).

Por outro lado, a sua participação na publicidade das "Novas Oportunidades" parece-me também uma excelente estratégia para o incentivo à formação, para aqueles que, por diversos motivos (desportivos ou não), não tiveram possibilidade de completar o seu percurso académico.