deambulações sociológicas acerca do futebol

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Feliz Natal!


Uma bola de sonhos deseja a todos um Feliz Natal!

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Detlev Claussen


Descobri esta semana na Visão: Detlev Claussen, sociólogo com vários trabalhos sobre o fenómeno do futebol.


Quero saber mais! Alguém pode indicar alguns dos estudos deste investigador?

sábado, 7 de novembro de 2009

As (novas) escolas de futebol

Há cada vez mais escolas de futebol, umas associadas aos clubes (independentes dos seus departamentos de formação), outras privadas. Esta nova realidade surge contemporaneamente em catapulta, disseminando-se por todo o lado e descentralizando os grandes clubes (por exemplo) dos seus espaços de origem. Abrem-se escolas de futebol por diversos pontos do país e do mundo aproximando a cultura clubistica e desportiva a muitas crianças e jovens, que até então considerariam que nunca teriam essa possibilidade.
Este novo cenário para a prática do futebol resulta da descoberta de um novo nicho de mercado pelos clubes, que vêm na sua expansão excelentes possibilidades económicas, desportivas e sócio-culturais. Económicas porque nestes novos espaços sociais é necessário pagar uma mensalidade para se ter acesso à prática desportiva (como já acontece noutras modalidades como a natação, o judo ou mesmo o ballet) e, sendo o futebol um desporto de massas e que atrai milhares de crianças e jovens, certamente que terá uma enorme procura e consequente mais valia económica; Desportivamente, os clubes passam a ter a prospecção mais organizada e delimitada, aumentando, logo à partida, a possibilidade de ter entre si possíveis talentos de futebol. Assim, fica também facilitado o processo de de passagem desses jogadores para o departamento de formação (que já tem objectivos diferentes). Do ponto de vista social, nestes casos, parece-me também que estas novas escolas de futebol poderão atrasar o afastamento precoce dos jovens talentos do seu meio familiar (a prática corrente - até agora - passa pela referência, por parte dos olheiros, de um jogador e, confirmado o seu valor desportivo, a sua integração nas academias dos clubes), dado que desta forma, esses mesmo jogadores, sinalizados como talentos, podem ser acompanhados desportivamente pelo clube que o pretende formar como seu jogador profissional, sem se afastarem do seu meio de origem. Essa passagem, pode assim acontecer apenas num momento em que seja mais propício e a mediação família-clube poderá ser feita de forma mais tranquila e minimizando-se os problemas que a mudança poderá causar no jovem atleta.
Não obstante, a idelogia do clube, o sentido de pertença passa a estar disseminado por um número muito mais alargado de crianças e jovens, o que, certamente interessa ao clube, enquanto marca.

Uma Perspectiva Social: do desporto, da saúde e do ambiente


A 7ª Conferência da Eass - Uma perspectiva social: do desporto, da saúde e do ambiente - será realizada no Porto, Portugal, entre os dias 5 e 9 de Maio de 2010. Ao associar estudos e metodologias com abordagens das Ciências Sociais, este evento será um espaço de discussão e partilha de conhecimentos na área da Sociologia do Desporto. Considerando que o Desporto, para além de assumir uma cada vez maior relevância nas práticas quotidianas, tem um impacto muito importante nas geografias política, social, económica a nível mundial, esta 7ª Conferência proporcionará uma abordagem sociológica a temas directamente relacionados com o Desporto, nomeadamente, os Estilos de Vida, Sedentarismo e Obesidade, Ecologia, Educação ambiental, Desporto de Alto Rendimento, Media, entre outros.
A 7ª Conferência da Eass acolherá peritos na área da Sociologia do Desporto, mas encoraja, igualmente, colegas, investigadores e académicos das diversas disciplinas das Ciências Sociais a participarem e a darem o seu contributo.

Convidamo-lo(a) a visitar a nossa página na internet!

Ana Luísa Pereira Eass Porto 2010 Comissão Organizadora

Rui Garcia Eass Porto 2010 Comissão Científica

Georg Anders Presidente da Eass

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Secção de Desporto da APS


No site da APS pode encontrar a Proposta de Constituição da Secção e o Programa e Equipa Coordenadora da Secção, eleita no passado dia 10 de Julho de 2009.
Quem pretender integrar esta secção deverá enviar uma mensagem nesse sentido para
desporto@aps.pt.
Apenas os sócios da APS poderão ser também membros das Secções Temáticas.
Se ainda não é sócio veja aqui as
vantagens em se associar. No site da APS, na secção ADESÃO pode ainda encontrar os doumentos necessários para o fazer.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Regime jurídico do combate à violência, ao racismo, à xenofobia e à intolerância nos espectáculos desportivos

Foi publicado em Diário da República o novo Regime jurídico do combate à violência, ao racismo, à xenofobia e à intolerância nos espectáculos desportivos, de forma a possibilitar a realização dos mesmos com segurança (Lei n.º 39/2009).

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Colabore para a Secção Temática de Sociologia do Desporto

Processo de constituição da Secção Temática de Sociologia do Desporto:
De acordo com o calendário definido pela direcção da APS:


Entre 2 e 10 de Julho - Inscrição dos sócios interessados em integrar a Secção de Sociologia do Desporto, através do email a enviar para desporto@aps.pt (esta inscrição serve para a criação dos cadernos eleitorais);

Entre 13 a 20 Julho - apresentação de listas candidatas à coordenação da secção e respectivo programa (no máximo 3 elementos);

A partir de 20 de Julho - divulgação aos sócios das listas candidatas e respectivos programas;
Entre 29 e 31 de Julho - eleições;

As eleições poderão ser por voto electrónico e presencialmente:

Entre 22 e 27 de Julho - Voto electrónico - através de email para
eleicoes_desporto@aps.pt , indicando o nome e número de sócio(a) para solicitar que sejam enviados os dados de acesso ao voto electrónico; a votação será depois efectuada na primeira página do vortal da APS, utilizando-se para o efeito os dados de acesso recebidos;

31 de Julho, entre as 10H00 e as 17H00 - Presencialmente - estará em funcionamento uma urna na sede da APS

Mais informações: http://www.aps.pt/

COLABORE!


segunda-feira, 29 de junho de 2009

A violência chegou à formação...

Foi lamentável o que aconteceu este fim de semana em Alcochete: um jogo entre as equipas de juniores do Sporting e do Benfica foi interrompido devido à violência dos adeptos dos dois clubes.
Digo dos dois clubes, pois quando falamos em violência no desporto não podemos "pedir responsabilidades" a só uma das partes. A violência é socialmente construída e fruto de uma interacção social..., não é?

O que mais surpreende (e preocupa) são algumas das justificações para a violência, dada pelos dirigentes: as condições do espaço onde o jogo se estava a realizar! Francamente! Então será que agora por um campo de futebol não ter condições (e aqui há que ter em conta os critérios que limitam o ter e não ter condições), parte-se para a violência? Será que pretendem que a escolha dos campos passe a ser baseada no nível de violência que esse jogo vai proporcionar?

Parece-me uma visão demasiado redutora, para o problema da violência no desporto. Parece que se toma a violência como um dado adquirido, como algo imutável e inerente ao futebol. Não, não é. E há muita coisa que se pode fazer para alterar estas perspectivas facilitistas de quem dirige e organiza o futebol. Porque não criar departamentos nos clubes, que funcionem como mediadores na relação com os adeptos e as claques organizadas?

Foi um dia triste para o futebol de formação e para aqueles jogadores, que disputavam um jogo decisivo e que, possivelmente para muitos, seria o último enquanto jogadores de um grande clube.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Fora de campo


No Diário de Notícias do passado dia 2 de Maio, foi publicada uma reportagem sobre o desemprego no futebol, da jornalista Sílvia Freches. Como tal, não podia deixar de a comentar na bola de sonhos...

Várias histórias foram contadas neste trabalho... todas elas com capítulos semelhantes e com finais ainda sem fim. Ficou bem claro que a profissão de jogador de futebol não é uma profissão que garante futuros risonhos e desafogados (será que alguma vez garantiu?), destruindo o mito de que a maior parte dos jogadores vivem bem.

Percebe-se, claramente, que os jogadores não estão preparados para estas situações e que existem diversas lacunas no seu processo formativo. Estes novos desempregados não sabem como (re)agir a esta nova situação, pois foram formados para saber lidar com o sucesso e o insucesso desportivo (em termos de vitórias e derrotas da equipa que representam) e não o pessoal. O desemprego neste deporto aparece quase como um assunto tabu. Isto é, pode até ser abordada a possibilidade de não se tornarem profissionais, mas não a de se tornarem desempregados enquanto jogadores de futebol. Daí que muitos jogadores em situação de desemprego não assumam essa condição, bem como demonstram desconhecer os procedimentos para usufruir do subsídio de desemprego.

E porquê? Porque grande parte dos clubes que formam jovens jogadores tem ainda a única e objectiva preocupação de formar apenas atletas de futebol, negligênciando a formação de cidadãos, com competências ao nível social, pessoal e profissional que lhes permitam no futuro fazer face, de forma mais equilibrada, às situações de crise, como as descritas nesta reportagem.

Sem saber muito bem o que fazer, alguns optam por ir concluir os estudos (que também ficaram negligênciados durante a formação desportiva), através do Programa Novas Oportunidades, enquanto aguardam pela colocação num novo clube; outros arriscam emigrar...

O que me parece (mais uma vez) é que ainda há muito a fazer na formação de jovens atletas de futebol, por forma a minimizar estas consequências e a prever outros futuros profissionais. O trabalhos nas bases é essencial e, de facto é de pequenino, se torce o pepino!

terça-feira, 14 de abril de 2009

Adiar, adiar, adiar... para quando o trabalho no terreno?

Desporto - Proposta contra violência no desporto: Parlamento adia votação

A Comissão Parlamentar de Educação e Ciência adiou para 14 de Abril a votação da proposta legislativa contra a violência no Desporto.O adiamento foi pedido pelo deputado Ribeiro Cristóvão por não terem sido "recebidas em cima da hora várias propostas de alteração".Denominada de "Medidas preventivas e sancionatórias” a proposta de lei prevê um agravamento das sanções e penas aplicadas aos infractores, medidas de prevenção em casos de violência, racismo e xenofobia nos recintos desportivos e controlo dos grupos organizados de adeptos.
Fonte: Infordesporto 08/04/2009

"Temos Talentos 2009"

O reconhecimento mediatico dos atletas é fundamental para o desenvolvimento de qualquer actividade desportiva. Sempre em conta e medida, a acção dos meios de comunicação social influi bastante na transformação das competições desportivas em espectáculos, de forma a serem apreciadas no tempo de lazer do espectador, como também de servirem de incentivo, especialmente para os mais novos, para a prática desportiva.
O caso da Vanessa Fernandes é um bom exemplo disso. O envolvimento mediático a volta das suas proezas contribuiu para a divulgação do triatlo em Portugal e para o aumento da sua procura por parte dos jovens, como se verificou na iniciativa "Temos talentos 2009", da Federação Portuguesa de Triatlo (http://www.cdp.pt/comunicacao-marketing/noticias-desporto/260-FTriatloP/7953-talentos-chamados-para-estagio-.html).

Por outro lado, a sua participação na publicidade das "Novas Oportunidades" parece-me também uma excelente estratégia para o incentivo à formação, para aqueles que, por diversos motivos (desportivos ou não), não tiveram possibilidade de completar o seu percurso académico.

terça-feira, 31 de março de 2009

quarta-feira, 25 de março de 2009

Precisa-se de uma "chuva de ideias" para o futebol português!


O "Pós e Contras" da passada 2.ª feira propunha-se a discutir a crise do futebol português: a crise financeira, a crise desportiva e a crise social do desporto-rei. Perante tal propósito advinhava-se um debate enriquecedor, atraente e impulsionador de reflexões que pudessem vir a contribuir para a tão ansiada reestruturação do futebol. Mas não. A troca de ideias prevista foi a maior parte do tempo substituída pela dicussão da final da Carlsberg Cup... Um"Prós e Contras", com mais contras do que prós:


- A jornalista e mediadora do debate, Fátima Campos Ferreira, deveria ter "estudado" um pouco mais o quadro organizacional e conceptual do futebol...

- De lamentar a não presença da Liga Portuguesa de Futebol Profissional, da Federação Portuguesa de Futebol e de algum organismo representante do Estado Português (a Secretaria de Estado do Desporto, por exemplo). Se estes três organismos, detentores do capital organizacional e social do futebol nacional, não estão presentes em momentos como estes, em que se procura uma discussão híbrida de ideias e onde poderão demonstrar os seus propósitos neste âmbito, o que poderemos pensar? Que existe demasiada inércia nestas instituições? Talvez...

- E se estávamos à espera que, mesmo sem a presença destas três instituições desportivas, o debate fluísse de encontro aos objectivos do programa, eis que chega Filipe Soares Franco e o debate passa a centrar-se na final do passado Sábado...

Mesmo perante as circunstâncias adversas, a discussão lá ia surgindo, sendo apresentadas, pelos diferentes intervenientes, algumas razões e algumas consequências da crise do futebol português:
* Contextualização na crise financeira mundial;

* Avultados ordenados dos futebolistas de elite;

* Diminuição das receitas de bilheteira dos clubes, fruto da falta de adeptos nos estádios. E porquê? Porque há ao mesmo tempo uma diminuição do poder de compra dos portugueses, um aumento dos preços dos bilhetes para os jogos, execessiva trasmissão dos jogos na televisão, ... inúmeras razões poderão ser apontadas;

* Salários em atraso e falência dos clubes, que por sua vez gera desemprego tanto para os jogadores como para os restantes técnicos que desempenham funções nos clubes;

* Falta de trabalho conjunto e consensual entre os três principais clubes do campeonato nacional, em prol do desenvolvimento da competitividade necessária;

* Necessidade clara de um diagnóstico das necessidades emergentes no futebol português, quer a nível organizacional, com desportivo e social. Só assim se torna possível a elaboração de um modelo sustentável para o seu desenvolvimento;

* Falta de um mercado interno, na medida em que apenas o FCP, SCP e o SLB apostam na formação de talentos, o que se repercute no baixo número de transferências de jogadores portugueses;


Portanto, precisa-se de uma "chuva de ideias" para o futebol português! (Há quem as queira desenvolver, mas o Governo deverá também desbloquear e facilitar o desenvolvimento de projectos de investigação e análise das várias áreas que constituem o futebol português. Mas infelizmente, não é o que tem acontecido...

sexta-feira, 20 de março de 2009

Quando os sonhos se desvanecem...

Hoje estou em baixo... queria tanto trabalhar na área do desporto...tanto investimento académico e as oportunidades demoram a surgir...

Claro que não me posso queixar, tenho trabalho e gosto do que faço, mas não é "aquilo", não é a bola dos meus sonhos... procuro, procuro e a oportunidade não me encontra... enfim.

Mas não desisto, claro, tal como todos aqueles que têm sonhos, não podem desistir! Como tantos míudos que sonham ser grandes jogadores de futebol e com um estádio a gritar o seu nome!

Mas lá está, como sempre defendi nas minhas deambulações académicas esses sonhos têm de ser geridos, balizados, tal como o meu, de trabalhar num departamento de futebol e formação! Sonhos orientados e equilibrados, mas sempre alimentados! E é isso que tento fazer!

P.S: Parece que me faz bem escrever desta forma! ;)